segunda-feira, 14 de abril de 2008

Os filhos da terra


"Sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de viver. [...] A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de exaurí-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai, sem remorsos de consciência. Rouba a terra dos seus filhos. Nada respeita. Esquece as sepulturas dos seus antepassados e o direito de seus filhos. Sua ganância empobrecerá a terra e vai deixar atrás de si, os desertos. A vida de tuas cidades é um tormento para os olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende. [...] O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra. [...] De uma coisa sabemos que o homem branco talvez venha um dia a descobrir: O nosso Deus é o mesmo.[...] Ele é Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. E causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. [...] Se te vendemos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças como era a terra quando dela tomaste posse. E com toda a tua força, o teu poder, e todo teu coração. Conserva-a para teus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Essa terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."


O texto que você leu relata a resposta do chefe índio Seathl à proposta do governo americano de comprar suas terras, após uma série de massacres que quase dizimou seu povo, há mais de 100 anos atrás.


E, 100 anos depois, eu ainda sinto vergonha de ser branca ao lê-la.
leia aqui a resposta na íntegra

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Vamos Beber!


ficarei sim louca sei eu.
vamos beber!





Eu ia escrever só isso, mas agora que eu li essa tirinha eu lembrei de uma história que eu ouvi hoje e eu simplesmente tenho que contar. É assim: Um dia, Pixinguinha (ele mesmo, o músico) estava voltando pra casa depois de um show (não lembro onde, mas acho que era um barzinho) e foi abordado por 3 assaltantes. Ele, pacificamente, entregou todo o dinheiro que tinha ganho com o show, mas pediu a eles se ele não poderia ficar com o estojo que carregava embaixo do braço porque sua flauta estava dentro dele. Ao ouvir isso, os assaltantes reconheceram Pixinguinha e começaram a elogiá-lo e disseram que eram seus fãs e blá, blá, blá. No final, os assaltantes escoltaram o músico até sua casa, parando os quatro no meio do caminho pra encher a cara, gastando assim todo o dinheiro ganho...


fim


Ah, engraçado é. Típico do brasieliro. Poutz, fudeu, vamos beber!

considerações finais

[1] deixo bem claro que a referida blogueira não se trata de uma alcoolica anonima (muito menos conhecida); devida a sua grande intolerância a alcool, a dita cuja só toma umas batidas de vez em quando, e, mesmo assim, em pequeníssimas doses, o que já é suficiente para lhe causar uma impressionante incapacidade de reconhecer mesmo os amigos mais próximos. Por experiencia própria, portanto, a blogueira aconselha o uso moderado de tais substâncias. [2] a blogueira só usou a expressão "vamos beber!" de tanto ouvi-la em sala de aula diante de situações inusitadas, o que na maioria das vezes não resulta na realização do ato em si. A intenção foi... eu não sei qual foi a intenção, quando vi já tinha escrito. [4] eu não bebi antes de escrever esse post. Juro. [5] o motivo de tal desespero emocional não vem ao caso.

sábado, 5 de abril de 2008

A anormalidade e a liberdade

Olha só, finalmente arrumei tempo pra escrever alguma coisa!
*Coros de anjos ao fundo cantando Aleluia*

Aiai, então, como vai a vida? A minha anda inexistente. Haha, triste mas verdade. Sexta passada eu nem sai porque num aguentava ficar em pé e as minhas best queriam sair pra dançar T.T elas sairam eu fiquei em casa assistindo Altas Horas... Dai me vem a Sérahh no msn ontem perguntar porque eu não fui no general sábado, que ela tava com saudades... X( Ninguém manda passar na faculdade, ir morar fora e me largar aqui! =P

Tá, agora deixando a minha vida de lado porque ninguém quer saber dela mesmo... Então... ontem estava eu vagando pelo orkut até que entrei em uma comunidade denominada: "Ser normal é para os fracos", e, nela, o tópico: "O que é ser anormal nos dias de hoje?". Não lembro se estava exatamente assim, mas era algo do tipo. Abri o tópico e li todas as respostas, mas não achei ninguém com a mesma concepção que eu. Todos falam que é não abaixar a cabeça ou ser original, essas coisas que a gente esta acostumado a ler, e que eu realmente não concordo. Acho que eu tenho uma visão mais filosófica da coisa e não tão moralista, mas enfim... ninguém lá realmente me convenceu. E eu senti que realmente precisava dizer o que eu achava que era ser anormal, mas tenho a impressão que não consegui me expressar bem lá...

Hoje em dia, o mundo nos faz extremamente exigentes; nós idealizamos imagens, pessoas, vidas, sonhos, tudo ao nosso redor, e, no fim, essas coisas nunca se concretizam. Isso causa uma profunda sensação de fracasso em todos, sem excessão. Isso é o normal. Você precisar de instrumentos pra alcançar a felicidade, e no final ela nunca será plena. Você pode pensar que você precisa daquele celular, ou então que quer ser igualzinha a Britney Spears e não desistir até conseguir porque sente que sem isso não será realizada, mas o que vem depois?

Pra mim essa é a anormalidade do nosso tempo: ser feliz pura e simplesmente, sem nenhuma razão para isso, simplesmente por estar respirando, por olhar para o alto e ver as nuvens no céu. Ser tolamente alegre. E isso é muito difícil, ainda mais quando estamos sendo bombardeados por imagens de um mundo pessimista que só nos mostra o quanto somos ruins, chatos e infelizes o tempo todo. O anormal moderno não precisa de nada disso, mas é preciso muito para chegar a ser um anormal. É preciso muita força. E é por isso que eu realmente acredito que ser normal é para os fracos. Mas é só sendo anormal que se é verdadeiramente livre.



Bom, era isso que eu queria, me explicar melhor aqui, mesmo sabendo que ninguém lá vai ler, mas pelo menos eu tentei hahaha! Ah, deixa eu explicar a imagem: é que não da pra ler, mas do lado direito está escrito "Freedom" (liberdade), é por isso que todas as outras coisas ruins estão indo embora. Hahaha, achei a imagem muito perfeita, foi roubada no álbum da Ana Carolina, uma amiga minha, brigada Carol!

agora eu vou-me que eu tenho que tomar banho e descer no centro trabalhar como escrava na loja e depois tenho aulas às 2 horas (num sábado, pode?)...
beijos =**

terça-feira, 1 de abril de 2008

hum...


Acho que vou postar no blog hoje...

.

.

.

.

Não vou não... Primeiro de Abril!

hahaha... desculpem gente, mas acho que todos os fantasmas que passam aqui de vez em quando sabem que eu não sou muito constante hahaha... a Luiza menos ainda, de modo que o blog chega a ficar as moscas por muito tempo... Ela ainda da pra justificar né, num sei se lá em São Carlos ela ta com pc... Já eu, o máximo que posso dizer é que ando numa correria desgraçada, tem dias que tenho aula até as 10 e meia da noite (eu entro as 7:10 da manhã, mas é lógico que tem intervalos durante o dia né... senão ninguém aguentava) e esses dias têm sido o cão com a história da loja da minha mãe e tudo o mais (qualquer dia eu conto), e esperar que vocês acreditem... Mas hoje é primeiro de Abril, né... merecia uma brincadeirinha... mesmo que sem inspiração nenhuma e morrendo de dor nas costas...

=**